Apesar de ainda não haver uma definição oficial sobre a possível candidatura do governador Mauro Mendes (União Brasil) ao Senado ou sua permanência à frente do Executivo estadual até o fim do mandato, seu grupo político já sinaliza que o apoio à sucessão no Palácio Paiaguás dependerá de mais do que vontade política.
A estratégia da base governista é aguardar os resultados de pesquisas qualitativas antes de fechar questão sobre qual nome deverá receber o respaldo do grupo nas eleições de 2026. A preocupação central é garantir uma candidatura com viabilidade eleitoral e, principalmente, comprometida com a continuidade do modelo de gestão implantado por Mauro Mendes desde 2019.
Interlocutores próximos ao governador admitem um certo grau de insegurança com a possibilidade de o atual vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), assumir a cabeça de chapa. Apesar de ser o sucessor natural, seu nome não é consenso dentro da base, o que fortalece a necessidade de estudos aprofundados sobre a aceitação popular e capacidade de aglutinar apoio político.
Mauro Mendes está no sétimo e penúltimo ano de mandato e, embora evite tratar publicamente sobre 2026, a movimentação de seu entorno indica que a disputa sucessória já começou nos bastidores. O objetivo é evitar que o projeto político iniciado em 2019 se fragmente ou sofra descontinuidades.
A fidelidade ao governador e o compromisso com as diretrizes administrativas adotadas nos últimos anos serão critérios determinantes para a escolha. Nomes como o do presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União Brasil), e do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, também circulam nos bastidores como possíveis alternativas, caso Pivetta não se consolide como candidato.
Enquanto isso, o grupo seguirá monitorando o cenário eleitoral e os índices de popularidade para tomar uma decisão embasada e estratégica nos próximos meses.
